sábado, 15 de maio de 2010

mudanças exigem mais atenção

Novas regras tornam processo para entrar nos Estados Unidos e Reino Unido mais trabalhoso para os candidatos, que têm que redobrar cuidados com as informações prestadas.

O governo fechou o cerco às escolas que considerava não idôneas. Simplesmente não concede mais autorização àquelas que levavam alunos que acabavam estendendo ilegalmente a permanência no país. Com isso, mais de 50 escolas britânicas fecharam as portas, desde janeiro, de acordo com Sales. "O processo ficou bem mais burocrático e vai dificultar a vida dos alunos que aproveitaram a estada no país para trabalhar e pagar os estudos do período", opina Claudia Mol, diretora da Blue Bell Idiomas, que, em 11 anos, já mandou mais de 100 alunos para estudar no exterior.

Para obtenção do Tier 4, o aluno desembolsa uma taxa consular em libras esterlinas de cerca de 177 libras esterlinas (R$ 474) e precisa ir a uma das unidades da WorldBridge (empresa contratada pelo governo britânico para coletar impressão digital, fotos e documentos dos pretendentes ao visto), no Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, não há entrevista nem taxa de agendamento e em alguns casos, como na unidade do Rio, a demanda costuma ser sempre meno que a oferta, de modo que é possível agendar até para o dia seguinte, a entrega dos documentos.

Reino Unido

As mudanças, já em vigor este mês, de um dos tipos vistos para o Reino Unido também têm gerado dúvidas, especialmente em quem deseja passar uma temporada por lá, estudando. O Tier 4 é uma categoria em que se enquadram as pessoas interessadas em fazer intercâmbio ou estudo do idioma, além daqueles que vão fazer graduação ou pós-graduação na Grã-Bretanha. Nessa categoria, a responsabilidade pela ida, permancência e retorno do estudante é totalmente da escola.

O que muda, de acordo com Neslen Sales, gerente da Despachatur: "Se antes bastava o nível básico, agora é preciso comprovar conhecimentos intermediários em língua inglesa, o que corresponde ao nível B1 do Framework (avaliação europeia padronizada). A concessão de trabalho baixou de 20 para 10 horas e a Visa Letter (a carta de visto) virou a CAS, um certificado de matrícula eletrônico que o governo britânico agora só emite para escolas ccredenciadas, depois de quitado o valor do curso e da análise da escola, pelo consulado".

Matéria publicada no caderno de Turismo do Jornal Estado de Minas, 30/03/10

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